5ª Semana - 01 de Fevereiro de 2026 - 4º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
- missariobrasil
- 26 de jan.
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Atualizado: há 7 dias
Na semana passada (3º Domingo do Tempo Comum), Jesus chamou os primeiros discípulos: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens".
No 4º Domingo do Tempo Comum, Jesus proclama as bem-aventuranças, mostrando o caminho da verdadeira felicidade.

O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus ensina as bem-aventuranças: “bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Na Primeira Leitura, Sofonias convida os humildes e pobres a buscar o Senhor.
Na Segunda Leitura, Paulo mostra que Deus escolhe os simples e fracos para confundir os sábios.
Neste domingo, somos convidados a viver como "pobres em espírito", reconhecendo nossa dependência de Deus. Como você vive a pobreza de espírito em sua vida? Onde você realmente deposita a sua confiança?
Leituras
Primeira Leitura (Sf 2,3;3,12-13) - Leitura da Profecia de Sofonias
Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; talvez achareis um refúgio no dia da cólera do Senhor. E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.
Salmo Responsorial - Sl 145(146),7-10 (R. Mt 5,3) - O Senhor é fiel para sempre
O Salmo 145(146) louva a Deus por seu cuidado especial com os mais necessitados, e mostra como Deus age em favor dos que dependem d’Ele. Você é dependente de Deus? Que tal cantar como um verdadeiro pobre em espírito, que confia em Deus?
Refrão (Mt 5,3): Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
O Senhor é fiel para sempre,* faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos,* é o Senhor quem liberta os cativos. R.
O Senhor abre os olhos aos cegos* o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo*. É o Senhor quem protege o estrangeiro R.
Ele ampara a viúva e o órfão*, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! † A Sião, o teu Deus reinará* para sempre e por todos os séculos! R.
Segunda Leitura (1Cor 1,26-31) - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele. É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, "quem se gloria, glorie-se no Senhor".

Evangelho (Mt 5,1-12a)
Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus".
Palavras do Papa
Na liturgia de hoje são proclamadas as bem-aventuranças (...). A primeira é fundamental e diz: «Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos céus» (...).
Quem são os "pobres em espírito"? São aqueles que sabem que não bastam a si mesmos, que não são autossuficientes, e vivem como "mendigos de Deus": sentem necessidade de Deus e reconhecem que o bem vem d'Ele, como dom, como graça. (...) Hoje gostaria de me concentrar neste aspecto típico dos pobres em espírito: não desperdiçar. Os pobres em espírito procuram não desperdiçar nada. Jesus mostra-nos a importância de não desperdiçar, por exemplo após a multiplicação dos pães e dos peixes, quando pede para recolher a comida para que nada se perca (...). Não desperdiçar permite-nos apreciar o valor de nós mesmos, das pessoas e das coisas (...).
Primeiro desafio: não desperdiçar o dom que nós somos. Cada um de nós é um bem, independentemente dos dotes que temos. (...) Jesus lembra-nos que somos abençoados não pelo que temos, mas pelo que somos. (...) Lutemos, com a ajuda de Deus, contra a tentação de nos considerarmos inadequados, errados, e de nos lamentarmos.
Depois, o segundo desafio: não desperdiçar os dons que temos. (...) cerca de um terço da produção total de alimentos é desperdiçada. E isto acontece enquanto tantos estão a morrer de fome! (...)
Por fim, o terceiro desafio: não descartar as pessoas. A cultura do descarte diz: uso-te enquanto me serves (...). Cada um é um dom sagrado, cada um é um dom único (...). Respeitemos e promovamos a vida sempre! (...)
Como vivo a pobreza de espírito? Dou espaço a Deus, acredito que Ele é o meu bem, a minha verdadeira e grande riqueza? Acredito que Ele me ama, ou desanimo com tristeza, esquecendo que sou um dom? (Papa Francisco, Angelus, 29 de janeiro de 2023)







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