2ª Semana - 11 de Janeiro de 2026 - Batismo do Senhor - Liturgia Diária
- Sabrina Soares
- há 2 dias
- 4 min de leitura
Na semana passada (Epifania), os Reis Magos visitaram e ofereceram presentes ao menino Jesus.
Hoje, Jesus é batizado por João Batista, e do céu veio uma voz: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado".
Hoje, Jesus começa a sua vida pública, marcando o encerramento do Tempo do Natal e o início do Tempo Comum.

O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus é batizado por João, enquanto a abertura dos céus e a descida do Espírito Santo afirmam Sua identidade divina. Na Primeira Leitura, Isaías profetiza sobre o servo escolhido por Deus, que receberá Seu espírito e trará justiça e luz às nações.
Na Segunda Leitura, Pedro diz que depois do batismo, Jesus começou sua missão, fazendo o bem e curando a todos.
Neste domingo, celebramos o Batismo do Senhor, lembrando nosso próprio Batismo que nos une a Cristo e nos chama a viver promovendo a justiça e a paz. Você sabe o significado do Batismo em sua vida?
Leituras
Primeira Leitura (Is 42,1-4.6-7) - Leitura do Livro do Profeta Isaías
Assim fala o Senhor: “Eis o meu servo - eu o recebo; eis o meu eleito - nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na Terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.
Salmo Responsorial- Sl 28(29), 1-3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b) - A Grandiosa Voz de Deus
O Salmo 28(29) louva a majestosa voz do Senhor que ressoa sobre as águas, ecoando o poder e a presença de Deus no começo da criação. Cantemos gratos de que somos filhos e povo de Deus pelas águas do batismo!
Refrão (11b): Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento! R.
Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa. R.
Sua voz no trovão reboando! No seu Templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre! R.
Segunda Leitura (At 10,34-38) - Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do Batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com Ele”.
Evangelho (Mt 3,13-17)
Naquele tempo, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João protestou, dizendo: "Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?" Jesus, porém, respondeu-lhe: "Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!" E João concordou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado".
Palavras do Papa
Hoje celebramos a Festa do Batismo do Senhor e o Evangelho apresenta-nos uma cena admirável: é a primeira vez que Jesus aparece em público depois da sua vida escondida em Nazaré; chega à margem do rio Jordão para ser batizado por João (Mt 3, 13-17). Era um rito mediante o qual as pessoas se arrependiam e se comprometiam a converter-se (...). Mas, ao vermos Jesus misturado com os pecadores, ficamos admirados (...). Ele, que é o Santo de Deus, o Filho de Deus sem pecado, por que fez esta escolha? Encontramos a resposta nas palavras de Jesus a João: «Deixa por agora; convém que cumpramos assim toda a justiça» (v. 15). Cumprir toda a justiça: o que significa?
Ao ser batizado, Jesus revela-nos a justiça de Deus, aquela justiça que Ele veio trazer ao mundo. Temos tão frequentemente uma ideia (...): quem erra paga e assim satisfaz o mal que cometeu. Mas a justiça de Deus (...) é muito maior: não tem como fim a condenação do culpado, mas a sua salvação, o seu renascimento, tornando-o justo (...). E assim (...), Jesus nos revela o sentido da sua missão: Ele veio para cumprir a justiça divina, que é salvar os pecadores (...).
Bento XVI afirmou que «Deus quis salvar-nos indo ele mesmo até ao fundo do abismo da morte, porque cada homem, mesmo quem caiu tão em baixo que já não vê o céu, possa encontrar a mão de Deus à qual se agarrar e subir das trevas para ver de novo a luz para a qual ele é feito» (Homilia, 13 de janeiro de 2008). (...).
Vamos em frente: Deus é misericórdia. (...) Também nós, discípulos de Jesus, somos chamados a exercer a justiça deste modo, (...) com a misericórdia daqueles que acolhem partilhando as feridas e fragilidades das irmãs e dos irmãos, a fim de os erguer (...): não dividindo, mas partilhando. (...) Carreguemos os fardos uns dos outros (...). Perguntemo-nos: sou uma pessoa que partilha ou divide? Pensemos um pouco: sou um discípulo do amor de Jesus ou um discípulo de tagarelice, que divide? (Papa Francisco, Angelus, 8 de janeiro de 2023)








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