15ª Semana - 12 de Abril de 2026 - 2º Domingo da Páscoa - Domingo da Divina Misericórdia - Liturgia Diária
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Na semana passada (Domingo da Páscoa), Maria Madalena descobriu o túmulo vazio de Jesus.
No 2º Domingo da Páscoa, Jesus aparece aos discípulos, e Tomé diz que tem que ver para crer.

O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus aparece aos discípulos, e fortalece a fé de Tomé “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Na Primeira Leitura, os primeiros cristãos abraçam a fé, vivem unidos e atraem mais pessoas à comunidade.
Na Segunda Leitura, Pedro afirma que a ressurreição nos fez nascer de novo, mesmo em meio às provações.
Neste domingo, refletimos sobre a misericórdia de Jesus, que busca fortalecer nossa fé. Jesus, o Ressuscitado, deseja regressar para estar conosco, como o colocamos no centro da nossa vida?
Leituras
Primeira Leitura (At 2,42-47) - Leitura dos Atos dos Apóstolos
Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna na fração do pão e nas orações. E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.
Salmo Responsorial - Sl 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1) - Agradecimento pela libertação
Neste domingo, seguimos com o Salmo 117(118), hino à misericórdia eterna de Deus. Agradeçamos hoje esta misericórdia que é a nossa salvação.
Refrão (1): Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!
A casa de Israel agora o diga: "Eterna é a sua misericórdia!" A casa de Aarão agora o diga: "Eterna é a sua misericórdia!" Os que temem o Senhor agora o digam: * "Eterna é a sua misericórdia!" R.
Empurraram-me, tentando derrubar-me, mas veio o Senhor em meu socorro. O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. "Clamores de alegria e de vitória * ressoem pelas tendas dos fiéis". R.
"A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular". Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, * alegremo-nos e nele exultemos! R.
Segunda Leitura (1Pd 1,3-9) - Leitura do Livro da Primeira Carta de São Pedro
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira - mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo - e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

Evangelho (Jo 20,19-31)
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
Palavras do Papa
Na realidade, Tomé não é o único que tem dificuldade em acreditar, aliás, representa um pouco todos nós. Com efeito, nem sempre é fácil acreditar (...). O Mestre foi crucificado como um bandido e ninguém o libertou, ninguém fez nada! Morreu e todos têm medo. Como voltar a ter confiança? (...)
No entanto, Tomé demonstra que tem coragem: enquanto os outros, receosos, estão fechados no cenáculo, ele sai, correndo o risco de que alguém o possa reconhecer, denunciar e prender. (...) precisamente porque se tinha afastado, quando Jesus aparece pela primeira vez aos discípulos na noite de Páscoa, Tomé não está presente (...), dizem-lhe que Jesus veio, mas ele tem dificuldade em acreditar; gostaria de ver as suas feridas. E Jesus satisfá-lo: (...) mostra-lhe as suas chagas, as mãos, os pés, aquelas feridas que são as provas do seu amor, que são os canais sempre abertos da sua misericórdia. (...)
Para acreditar, Tomé gostaria de um sinal extraordinário: tocar as chagas. Jesus mostra-las, mas de modo ordinário, diante de todos, na comunidade, não fora. Como se lhe dissesse: se quiseres encontrar-me, não procures longe, fica na comunidade (...). É ali que me poderás encontrar, é aí que te mostrarei (...): os sinais do Amor que vence o ódio, do Perdão que desarma a vingança, os sinais da Vida que derrota a morte (...). Fora da comunidade, é difícil encontrar Jesus! (...)
Onde procuramos o Ressuscitado? Em algum evento especial (...)? Ou na comunidade, na Igreja, aceitando o desafio de permanecer nela, mesmo que não seja perfeita? Apesar de todos os seus limites e quedas, que são os nossos limites e quedas, a nossa Mãe Igreja é o Corpo de Cristo; e é ali, no Corpo de Cristo, que estão gravados, ainda e para sempre, os maiores sinais do seu amor. (...) (Papa Francisco, Regina Caeli, 16 de abril de 2023)








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