Quinta-feira - 04 de Junho de 2026 - Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Solenidade, Ano A - Liturgia Diária | Missário
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Quinta-feira - 04 de Junho de 2026 - Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Solenidade, Ano A - Liturgia Diária

No Evangelho, Jesus se apresenta como “o pão vivo descido do céu” e afirma que quem come a sua carne e bebe o seu sangue tem a vida eterna.

Na Primeira Leitura, Moisés recorda ao povo que Deus o alimentou com o maná no deserto, mostrando que o homem não vive só de pão, mas da Palavra de Deus.

Na Segunda Leitura, Paulo ensina que ao partilharmos o pão eucarístico, todos nos tornamos um só corpo em Cristo.

Neste domingo, celebramos o Corpo e Sangue de Cristo, o maior alimento para nossa vida. A Eucaristia não é apenas um símbolo, mas o próprio Jesus que se dá como comida e bebida para nos unir a Ele. Como você se prepara para receber Jesus na Eucaristia?

Leituras

Primeira Leitura (8,2-3.14b-16a) - Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos. Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.

Não te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima,

e te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.

Salmo Responsorial Sl 147,12-13.14-15.19-20 (R. 12)

O Salmo 147 convida Jerusalém a glorificar o Senhor por seus benefícios e por ter revelado sua Palavra ao povo escolhido. Nesta Solenidade de Corpus Christi, celebramos o maior dom que Deus nos deu: seu próprio Filho na Eucaristia. Você reconhece Jesus presente no pão e no vinho consagrados como o alimento que sustenta sua vida espiritual?

Refrão: Glorifica o Senhor, Jerusalém;

celebra teu Deus, ó Sião!
Glorifica o Senhor, Jerusalém!*
Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!
Pois reforçou com segurança as tuas portas,*
e os teus filhos em teu seio abençoou. R.

A paz em teus limites garantiu *
e te dá como alimento a flor do trigo.
Ele envia suas ordens para a terra,*
e a palavra que ele diz corre veloz. R.

Anuncia a Jacó sua palavra,*
seus preceitos e suas leis a Israel.
Nenhum povo recebeu tanto carinho,*
a nenhum outro revelou os seus preceitos. R.

Segunda Leitura (10,16-17) - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. Palavra do Senhor.

Sequência

(Na forma mais longa; ou na forma abreviada, a partir de: ** Eis o pão…)

Terra, exulta de alegria, louva teu pastor e guia com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses, em louvá-lo não repouses: sempre excede o teu louvor!

Hoje a Igreja te convida: ao pão vivo que dá vida vem com ela celebrar!

Este pão, que o mundo o creia! por Jesus, na santa ceia, foi entregue aos que escolheu.

Nosso júbilo cantemos, nosso amor manifestemos, pois transborda o coração!

Quão solene a festa, o dia, que da santa Eucaristia nos recorda a instituição!

Novo Rei e nova mesa, nova Páscoa e realeza, foi-se a Páscoa dos judeus.

Era sombra o antigo povo, o que é velho cede ao novo: foge a noite, chega a luz.

O que o Cristo fez na ceia, manda à Igreja que o rodeia repeti-lo até voltar.

Seu preceito conhecemos: pão e vinho consagremos para nossa salvação.

Faz-se carne o pão de trigo, faz-se sangue o vinho amigo: deve-o crer todo cristão.

Se não vês nem compreendes, gosto e vista tu transcendes, elevado pela fé.

Pão e vinho, eis o que vemos; mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais…

Alimento verdadeiro, permanece o Cristo inteiro quer no vinho, quer no pão.

É por todos recebido, não em parte ou dividido, pois inteiro é que se dá!

Um ou mil comungam dele, tanto este quanto aquele: multiplica-se o Senhor.

Dá-se ao bom como ao perverso, mas o efeito é bem diverso: vida e morte traz em si…

Pensa bem: igual comida, se ao que é bom enche de vida, traz a morte para o mau.

Eis a hóstia dividida… Quem hesita, quem duvida? Como é toda o autor da vida, a partícula também.

Jesus não é atingido: o sinal é que é partido; mas não é diminuído, nem se muda o que contém.

** Eis o pão que os anjos comem transformado em pão do homem; só os filhos o consomem: não será lançado aos cães!

Em sinais prefigurado, por Abraão foi imolado, no cordeiro aos pais foi dado, no deserto foi maná…

Bom pastor, pão de verdade, piedade, ó Jesus, piedade, conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade, transportai-nos para o Pai!

Aos mortais dando comida, dais também o pão da vida; que a família assim nutrida seja um dia reunida aos convivas lá do céu!

Evangelho (João 6,51-58)

Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.