51ª Semana - 22 de Dezembro de 2024 - 4º Domingo do Advento - Liturgia Diária | Missário
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51ª Semana - 22 de Dezembro de 2024 - 4º Domingo do Advento - Liturgia Diária

Na semana passada (3° Dom. do Adv.), João Batista diz: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que batizará no Espírito”. No 4° Domingo do Advento, Isabel grita para Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Maria visita Isabel, e o bebê no ventre de Isabel pula de alegria. Na primeira leitura, um líder messiânico surgirá de Belém para trazer paz e governar com a força do Senhor. Na segunda leitura, Cristo substituiu o antigo sistema de sacrifícios pela oferenda de seu próprio corpo.

Neste domingo, a vinda do Messias traz alegria e renovação, cumprindo as profecias divinas.

Leituras

Primeira Leitura (Mq 5,1-4a) - Leitura da Profecia de Miquéias

Assim diz o Senhor: Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, e ele mesmo será a Paz.

Salmo Responsorial - – Sl 79(80),2ac.3b.15-16.18-19 (R. 4) - Deus restaura o seu povo

O Salmo 79(80) é um apelo fervoroso para que Deus restaure e salve seu povo, Israel, que está sofrendo. O salmo pede que Deus olhe de sua “vinha” com misericórdia e a revigore, fazendo referência ao cuidado e à proteção divina.

Refrão (4): Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!

Ao Pastor de Israel, prestai ouvidos. † Vós que sobre os querubins vos assentais, aparecei cheio de glória e esplendor! Despertai vosso poder, ó nosso Deus e vinde logo nos trazer a salvação! R.

Voltai-vos para nós, Deus do universo! † Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes! R.

Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, o filho do homem que escolhestes para vós! E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! R.

Segunda Leitura (Hb 10,5-10) - Leitura da Carta de São Paulo aos Hebreus

Irmãos: Ao entrar no mundo, Cristo afirma: ‘Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade.’ Depois de dizer: ‘Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado’ – coisas oferecidas segundo a Lei – ele acrescenta: ‘Eu vim para fazer a tua vontade’. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.

Evangelho (Lc 1,39-45)

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’ Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu.‘

Palavras do Papa

Tendo recebido o anúncio do anjo, a Virgem não fica em casa, (…). Ao contrário, pensa antes de mais nos necessitados; (…) pensa em Isabel, sua prima, de idade avançada e estava grávida (…). Vai ter com ela e proclama os seus sentimentos, e esta proclamação dos sentimentos depois tornou- se uma oração, o Magnificat, que todos nós conhecemos. E o texto diz que Nossa Senhora «se levantou e foi à pressa » (…). Deixemo-nos guiar por estes dois verbos. (…) Após o anúncio do anjo, para a Virgem inicia um período difícil: a sua gravidez inesperada expunha-a a incompreensões e até a severas penas (…). No entanto, não desanimou, não se abateu, mas levantou-se. Não olhou para baixo, para os problemas, mas para o alto, para Deus. E não pensou em pedir ajuda a alguém, mas a quem levar ajuda (…). O segundo movimento é caminhar depressa. (…). Trata-se, de conduzir os nossos dias com um ritmo feliz, olhando em frente com confiança, sem nos arrastarmos, escravos de lamentações – as queixas arruínam tantas vidas (…). Então perguntemo-nos, para nosso benefício: como é o meu “passo”? Sou proativo ou permaneço melancólico, na tristeza? (…) O primeiro ato de caridade que podemos fazer ao próximo é oferecer-lhe um rosto sereno e sorridente. É levar-lhe a alegria de Jesus, como fez Maria com Isabel. (Angelus, 19 de dezembro de 2021)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.