49ª Semana - 06 de Dezembro de 2026 - 2º Domingo do Advento - Liturgia Diária | Missário
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49ª Semana - 06 de Dezembro de 2026 - 2º Domingo do Advento - Liturgia Diária

Na semana passada (1º Domingo do Advento), Jesus exortou três vezes à vigilância: “Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo.” No 2º Domingo do Advento, João Batista prega no deserto: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias.”

O que vamos aprender nessa semana?

No início do Evangelho de Marcos, João Batista anuncia a vinda de Jesus, pregando a conversão no deserto.

Na Primeira Leitura, Isaías profetiza a voz que grita no deserto: “Preparai no deserto o caminho do Senhor”.

Na Segunda Leitura, Pedro nos incentiva a viver com pureza, para que o Senhor nos encontre preparados em sua volta.

Neste domingo, somos chamados à conversão, preparando nossos corações para a vinda de Cristo. Neste Advento, já tentou seguir o exemplo de sobriedade de Batista?

Leituras

Primeira Leitura (40,1-5.9-11) - Leitura do Livro do Profeta Isaías

“Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus —. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas: a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou. Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”.

Salmo Responsorial - Sl 84(85),9ab-10-14 (R. 8) - Deus reverte a sorte de seu povo

O Salmo 84(85) agradece pela libertação do exílio, e pede salvação para os que temem o Senhor. Hoje, também somos chamados à salvação que se aproxima neste Natal. Que tal cantar mostrando a Deus que seu coração está voltado para Ele?

Refrão (8): Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, * e a glória habitará em nossa terra. R.

A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. R.

O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. R.

Segunda Leitura (2Pd 3, 8-14) - Leitura da Segunda Carta de São Pedro

Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se. O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa Início do

Evangelho (Mc 1,1-8)

Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’” Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”.

Palavras do Papa

Neste segundo domingo de Advento, o Evangelho fala-nos de João Batista, o precursor de Jesus, e descreve-o como «a voz de quem grita no deserto». O deserto, lugar vazio, onde não se comunica, e a voz, meio para falar, parecem duas imagens contraditórias, mas no Batista elas conjugam-se. O deserto. João prega ali, junto do rio Jordão, perto do ponto onde o seu povo, muitos séculos antes, tinha entrado na terra prometida (cf. Js 3,1-17). Ao fazê-lo, é como se dissesse: para escutar Deus, é preciso voltar ao lugar onde, durante quarenta anos, Ele acompanhou, protegeu e educou o seu povo, no deserto. É o lugar do silêncio e da essencialidade, onde não podemos dar-nos ao luxo de nos determos em coisas inúteis, mas devemos concentrar-nos no que é indispensável para viver. E esta é uma chamada de atenção sempre atual: para prosseguir no caminho da vida é necessário despojar-se daquele “mais”, pois viver bem não significa encher-se de coisas inúteis, mas livrar-se do supérfluo, para ir ao fundo de si mesmo, para captar o que é verdadeiramente importante diante de Deus (…). O silêncio e a sobriedade (…) não são apenas “sacrifícios” ou virtudes, são elementos essenciais da vida cristã. E chegamos à segunda imagem, a voz. Ela é o instrumento com o qual manifestamos o que pensamos e trazemos no coração. Compreendemos então que ela está muito ligada ao silêncio, porque exprime o que amadurece no interior, a partir da escuta do que o Espírito nos sugere. Irmãos e irmãs, se alguém não souber ficar em silêncio, dificilmente terá algo de bom para dizer; ao passo que, quanto mais atento for o silêncio, mais forte será a palavra. (…) A minha vida é sóbria ou está cheia de coisas supérfluas? Mesmo que isso signifique ir contra a corrente, valorizemos o silêncio, a sobriedade e a escuta. (…)

(Papa Francisco, Angelus, 10 de dezembro de 2023)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.