46ª Semana - 15 de Novembro de 2026 - 33º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (32º Domingo), Jesus contou a parábola das jovens com lâmpadas: “ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”. No 33º Domingo, Jesus conta a parábola dos talentos, onde um patrão confia, respectivamente 5, 2 e 1 talentos a três empregados, antes de viajar.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus ensina sobre investir os dons, na parábola em que empregados multiplicam os talentos dados pelo patrão.
Na Primeira Leitura, a mulher forte trabalha com dedicação e generosidade aos pobres.
Na Segunda Leitura, Paulo alerta que o dia do Julgamento virá inesperadamente e que devemos ser vigilantes.
Neste domingo, somos convidados a trabalhar utilizando nossos talentos a serviço de Deus e dos irmãos. Como você está multiplicando os dons que Deus lhe confiou?
Leituras
Primeira Leitura (Pr 31,10-13.19-20.30-31) - Leitura do Livro dos Provérbios
Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!
Salmo Responsorial - Sl 127(128),1-5 (R. cf. 1a) - Bênção do Lar
O Salmo 127(128) mostra o lar feliz de uma família que trilha os caminhos do Senhor. No trabalho, na família, na vida… Deus convida você a levá-Lo para o seu dia a dia, e esse é inclusive um dos propósitos deste missário. Que tal cantar mostrando que você coloca seus dons a serviço de Deus em tudo o que faz?
Refrão (cf. 1a): Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! R.
A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. R.
Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. R.
Segunda Leitura (1Ts 5,1-6) - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses
Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 25, 14-30)
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!’”.
Palavras do Papa
O Evangelho de hoje apresenta-nos a parábola dos talentos. Um homem ao partir confia os seus talentos (…) aos servos: os talentos eram uma unidade monetária. (…). Olhando para esta parábola, podemos aprender duas maneiras diferentes de nos aproximarmos de Deus. A primeira é a daquele que enterra o talento que recebeu, que não sabe ver as riquezas que Deus lhe deu: não confia nem no seu senhor nem em si próprio (…). Não vê a confiança que o senhor deposita nele, mas vê apenas as ações de (…) um juiz. É esta a imagem que ele tem de Deus: não consegue acreditar na sua bondade (…). É por isso que fica bloqueado e não se deixa envolver na missão que recebeu. Vemos depois a segunda via, nos outros dois protagonistas, que retribuem a confiança do seu senhor, confiando nele por sua vez. Estes dois investem tudo o que receberam, mesmo sem saberem de antemão se tudo correrá bem (…). Confiam, estudam e arriscam. Assim têm a coragem de atuar livremente, com criatividade, gerando novas riquezas. Irmãos e irmãs, esta é a encruzilhada com que nos confrontamos diante de Deus: medo ou confiança. (…). E nós, como os protagonistas da parábola - todos nós -, recebemos talentos (…) muito mais preciosos do que o dinheiro. Mas muito do modo como os investimos depende da nossa confiança no Senhor, que liberta o coração, nos torna ativos e criativos no bem. Não vos esqueçais disto: a confiança liberta, sempre, o medo paralisa (…). Isto também é verdade na educação dos filhos. E perguntemo-nos: acredito que Deus é Pai e que me confia dons porque tem confiança em mim? E eu, confio n’Ele ao ponto de me pôr em jogo sem desanimar, mesmo quando os resultados não são certos nem garantidos? (…).
(Papa Francisco, Angelus, 19 de novembro de 2023)
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