45ª Semana - 08 de Novembro de 2026 - 32º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária | Missário
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45ª Semana - 08 de Novembro de 2026 - 32º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária

Na semana passada (Todos os santos), Jesus diz “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. No 32º Domingo, Jesus conta a parábola das jovens com lâmpadas: “ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus fala da prudência e vigilância através das cinco jovens prudentes que levam óleo extra para esperar o noivo.

Na Primeira Leitura, buscar a Sabedoria é sinal de prudência. Quem a espera e procura com atenção logo encontrará paz.

Na Segunda Leitura, Paulo tranquiliza os tessalonicenses, garantindo a ressurreição e assegurando que Jesus retornará.

Neste domingo, somos chamados à vigilância ativa, preparando-nos continuamente para o encontro com o Senhor. Se Jesus viesse hoje, você estaria pronto? Como você tem se preparado para o encontro definitivo com Deus?

Leituras

Primeira Leitura (Sb 6,12-16) - Leitura do Livro da Sabedoria

A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa. Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.

Salmo Responsorial - Sl 62(63),2-8 (R. 2b) - Desde a aurora te busco, Meu Deus

O Salmo 62(63) expressa a sede profunda da alma por Deus, comparando-a à terra sedenta que anseia pela água. Reflete o desejo constante de buscar a Deus e encontrar n’Ele a verdadeira satisfação. Que tal cantar confiante de que seu coração só se sacia em Deus?

Refrão (2b): A minh’alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, † minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! R.

Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. R.

Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, † como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios. R.

Penso em vós no meu leito, de noite, nas vigílias suspiro por vós! Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! R.

Segunda Leitura (1Ts 4, 13-18) - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses

Irmãos: não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança. Se Jesus morreu e ressuscitou — e esta é nossa fé — de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte. Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram. Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta, descerá do céu, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Em seguida, nós que formos deixados com vida seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. Exortai-vos, pois, uns aos outros, com essas palavras. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa

Evangelho (Mt 25, 1-13)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

Palavras do Papa

Neste domingo, o Evangelho indica-nos a condição para entrar no Reino dos céus, e fá-lo com a parábola das dez virgens (…) encarregadas de receber e acompanhar o esposo na cerimônia de casamento (…). A parábola diz que cinco daquelas virgens são sábias e cinco insensatas: com efeito, as sábias levaram consigo óleo para as lâmpadas (…). À meia-noite é anunciada a chegada do esposo; então, as virgens insensatas dão-se conta de que não têm óleo para as lâmpadas (…). As cinco insensatas voltam tarde demais e batem à porta, mas (…) permanecem fora. (…) Devemos estar prontos para o encontro com Ele. Muitas vezes, no Evangelho, Jesus exorta a vigiar, e fá-lo também no final desta narração. Reza assim: «Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora» (v. 13). (…) Com efeito, todas as virgens dormem antes que o esposo chegue, mas quando se acordam algumas estão prontas e outras não. Portanto, este é o significado de ser sensato e prudente: trata-se de não esperar o último momento da nossa vida para colaborar com a graça de Deus (…). A lâmpada é o símbolo da fé que ilumina a nossa vida, enquanto o óleo é o símbolo da caridade que alimenta (…). A condição para estarmos prontos para o encontro com o Senhor não é apenas a fé, mas uma vida cristã rica de amor e de caridade pelo próximo. Se nos deixarmos guiar por aquilo que parece mais cômodo, pela busca dos nossos interesses, a nossa vida torna-se estéril (…), e não acumulamos reserva alguma de óleo para a lâmpada da nossa fé (…). Ao contrário, se formos vigilantes (…), o Senhor poderá chegar a qualquer momento, e nem sequer o sono da morte nos apavora, porque dispomos de uma reserva de óleo (…). A fé inspira a caridade, e a caridade preserva a fé.

(Papa Francisco, Angelus, 12 de novembro de 2017)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.