41ª Semana - 11 de Outubro de 2026 - 28º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (27º Domingo), Jesus contou a parábola dos vinhateiros que mataram o filho do proprietário. No 28º Domingo, o Reino dos Céus é como um banquete de núpcias para quem aceita o convite divino.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, um rei prepara uma festa de casamento, mas os convidados recusam o convite.
Na Primeira Leitura, Deus oferece um banquete para todos os povos, eliminando a morte eternamente.
Na Segunda Leitura, Paulo ensina que Deus proverá todas as necessidades, em Cristo Jesus.
Neste domingo, somos convidados a aceitar o chamado divino para o banquete do Reino de Deus. Como respondemos aos convites de Deus em nossa vida diária?
Leituras
Primeira Leitura (Is 25, 6-10a) - Leitura do Livro do Profeta Isaías
O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. E a mão do Senhor repousará sobre este monte. Salmo responsorial Sl 22(23),1-6 (R. 6cd) - O Senhor é meu pastor O Salmo 22(23) nos apresenta o Senhor como nosso pastor que protege e conduz à vida plena. A mesa antecipa o banquete das bodas do Reino, que nos dá a vida eterna. E se hoje, ao cantar, você dissesse com o coração um “sim” ao convite de Deus para o banquete do Reino? Refrão (6cd): Na casa do Senhor habitarei, eternamente. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, * e restaura as minhas forças. R. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; * eles me dão a segurança! R. Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. R. Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos. R.
Segunda Leitura (Fl 4,12-14.19-20) - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. Tudo posso naquele que me dá força. No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. O meu Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. Ao nosso Deus e Pai a glória pelos séculos dos séculos. Amém. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 22, 1-14)
Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’. Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.
Palavras do Papa
O Evangelho de hoje fala-nos de um rei que prepara um banquete de núpcias para o seu filho. (…) Reparemos: ele prepara um banquete, oferecendo gratuitamente a oportunidade de se encontrar, de festejar. É isto que Deus prepara para nós: um banquete, para estarmos em comunhão com Ele e uns com os outros. E nós, todos nós, somos, portanto, os convidados de Deus (…). É este o tipo de relação que o Pai nos oferece: chama-nos a estar com Ele, deixando-nos a possibilidade de aceitar ou não (…). Santo Agostinho usa uma expressão (…): «Deus, que te criou sem ti, não te pode salvar sem ti» (Sermão CLXIX, 13). (…). Deus propõe-se, não se impõe, nunca. (…) Aqui está o drama da história: o “não” a Deus. Mas porque recusam os homens o seu convite? (…) «não se importaram e foram uns para o seu campo, outros para os seus negócios» (v. 5). Não se importaram, porque pensavam nos seus próprios assuntos. E aquele rei que é pai, Deus, o que faz? Não desiste, continua a convidar, aliás alarga o convite, até encontrar quem o aceite, entre os pobres. (…) Irmãos e irmãs, quantas vezes não atendemos ao convite de Deus porque estamos ocupados com os nossos assuntos! Muitas vezes lutamos para ter o nosso tempo livre, mas hoje Jesus convida-nos a encontrar o tempo que liberta: o tempo a dedicar a Deus (…). Onde? Na Missa, na escuta da Palavra, na oração e também na caridade (…). Perguntemo-nos então: como respondo eu aos convites de Deus? Que espaço lhe dou nos meus dias? (…)
(Papa Francisco, Angelus, 15 de outubro de 2023)
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