39ª Semana - 27 de Setembro de 2026 - 26º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (25º Domingo do Tempo Comum), na parábola da vinha, trabalhadores invejosos reclamaram do pagamento igual para todos. No 26º Domingo do Tempo Comum, Jesus conta a parábola dos dois filhos: um diz “sim”, mas não vai; outro diz “não”, mas depois vai.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, um filho diz “sim”, mas não obedece; o outro diz “não”, mas depois vai ao chamado do pai.
Na Primeira Leitura, o justo que se desvia morre por seu pecado; porém o ímpio arrependido vive ao praticar a justiça.
Na Segunda Leitura, Paulo nos chama à humildade seguindo o exemplo de Cristo que se esvaziou e obedeceu até a cruz.
Neste domingo, como respondemos ao chamado de Deus? Tem certeza que sua conversão é verdadeira? Você é sincero em suas promessas ou esconde-se atrás de falsos “sins”?
Leituras
Primeira Leitura (Ez 18,25-28) - Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim diz o Senhor: Vós andais dizendo: “A conduta do Senhor não é correta. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta? Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.
Salmo Responsorial - Sl 24(25),4bc-9 (R. 6a) - Deus, nossa esperança e guia
O Salmo 24(25) é um pedido para aprender a obedecer à vontade de Deus. É feliz quem está disposto a caminhar segundo os planos do Senhor, mesmo que precise mudar de caminho. Que tal cantar mostrando a Deus que o seu “sim”, obediente e sincero, é verdadeiro?
Refrão (6a): Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!
Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,* e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, † porque sois o Deus da minha salvação; * em vós espero, ó Senhor, todos os dias! R.
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! Não recordeis os meus pecados quando jovem, nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia * e sois bondade sem limites, ó Senhor! R.
O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. R.
Segunda Leitura (Fl 2, 1-11) - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!” — para a glória de Deus Pai. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 21, 28-32)
Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.
Palavras do Papa
Hoje o Evangelho fala de dois filhos, a quem o pai pede que vão trabalhar na vinha. (…) Vejamos o caso do filho que diz “sim”, mas depois não vai. Ele não quer fazer a vontade do pai, mas também não quer discutir e falar sobre isso. Por isso, esconde-se por detrás de um “sim” (…), que esconde a sua preguiça e lhe salva a cara momentaneamente, é um hipócrita. Passa sem conflitos, mas engana e desilude o seu pai, desrespeitando-o de uma forma pior do que teria feito com um “não” direto. O problema de um homem que se comporta assim é que não é apenas um pecador, mas um corrupto, porque mente sem problemas para cobrir e disfarçar a sua desobediência, sem aceitar qualquer diálogo ou confronto honesto. O outro filho, o que diz “não”, mas vai, é sincero. (…) Claro que teríamos gostado de o ver dizer “sim” imediatamente. Não o faz, mas, pelo menos, manifesta diretamente e num certo sentido com coragem a sua relutância (…). É, podemos dizer, um pecador, mas não um corrupto. (…) para o corrupto, porém, é muito mais difícil. De fato, os seus falsos “sins”, (…) e os seus fingimentos que se tornaram hábitos são como uma espessa “parede de borracha”, atrás da qual ele se protege das chamadas de consciência. (…) Segundo a vontade do Pai, estou disposto a dizer “sim” todos os dias, mesmo que isso custe? E quando não consigo, sou sincero no confronto com Deus sobre as minhas dificuldades (…)? E quando digo “não”, volto atrás? (…)
(Papa Francisco, Angelus, 01 de outubro de 2023)
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