38ª Semana - 20 de Setembro de 2026 - 25º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada, Jesus disse quantas vezes devemos perdoar: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. No 25º Domingo, na parábola da vinha, trabalhadores invejosos reclamam do pagamento igual para todos.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, o dono da vinha paga a todos os trabalhadores por igual, mesmo aqueles que só trabalharam uma hora.
Na Primeira Leitura, Isaías destaca como os pensamentos de Deus são superiores aos nossos, para confiarmos em sua generosidade.
Na Segunda Leitura, Paulo vive o dilema entre permanecer servindo ou partir para estar com Cristo no céu, mostrando que o verdadeiro lucro é pertencer totalmente ao Senhor.
Neste domingo, somos chamados a viver segundo os pensamentos e a justiça de Deus. A generosidade que Deus tem com você é a mesma que você demonstra ao seu irmão? Você sente alegria pelo irmão ou inveja dele?
Leituras
Primeira Leitura (Is 55,6-9) - Leitura do Livro do Profeta Isaías
Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.
Salmo Responsorial - Sl 144(145),2-3.8-9.17-18 (R. 18a) - O Senhor é bom para com todos
O Salmo 144(145) exalta a misericórdia e a compaixão do Senhor, que é justo em seus caminhos. Deus é generoso com todos os que o invocam com sinceridade. Que tal cantar hoje, buscando inspiração na generosidade de Deus, que nos abraça com ternura?
Refrão (18a): O Senhor está perto da pessoa que o invoca!
Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza. R.
Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. R.
É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. R.
Segunda Leitura (Fl 1,20c-24.27a) - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 20,1-16a)
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.
Palavras do Papa
O Evangelho da liturgia de hoje apresenta-nos uma parábola surpreendente: o dono de uma vinha sai de madrugada até ao fim da tarde para contratar trabalhadores, mas no fim paga a todos por igual, mesmo aqueles que só trabalharam uma hora. Pareceria uma injustiça, mas a parábola (…) quer mostrar-nos os critérios de Deus, que não calcula os nossos méritos, mas nos ama como filhos.(…) Em primeiro lugar, Deus é aquele que sai a todas as horas para nos chamar. A parábola diz que o senhor «saiu de madrugada a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha» (v. 1), mas depois continua a sair a várias horas do dia (…). Deus é assim: não espera os nossos esforços para vir ao nosso encontro (…), Ele próprio tomou a iniciativa e, em Jesus, “saiu” ao nosso encontro (…). E procura-nos a todas as horas do dia, que, como diz São Gregório Magno, representam as diferentes etapas e estações da nossa vida até à velhice. (…) A segunda ação - retribui a todos com a mesma “moeda”, que é o seu amor. Eis o sentido último da parábola: os trabalhadores da última hora são pagos como os da primeira, porque, na realidade, a justiça de Deus é superior. Vai mais além. A justiça humana diz para “dar a cada um o que merece”, ao passo que a justiça de Deus não mede o amor pela balança dos nossos resultados (…). Por vezes corremos o risco de ter uma relação “mercantil” com Deus, confiando mais nas nossas proezas do que na sua generosidade e na sua graça. Por vezes, mesmo como Igreja (…) podemos sentir-nos como os primeiros da turma, julgando os outros que estão longe, sem pensar que Deus também os ama com o mesmo amor que tem por nós. (…). Sei dar aquele “mais” de compreensão e de perdão, como Jesus fez e faz todos os dias comigo? (…)
(Papa Francisco, Angelus, 24 de setembro de 2023)
Acompanhe cada domingo do ano com o Missário 2026. Leituras completas, explicação do dia e espaço para anotar a homilia.
Conheça o Missário 2026© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.