37ª Semana - 13 de Setembro de 2026 - 24º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (23º Domingo), Jesus disse: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo!” No 24º Domingo, Jesus ensina quantas vezes devemos perdoar: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
O que vamos aprender nessa semana?
Continuando o Evangelho da última semana, Jesus ensina o perdão sem limites através da parábola do servo que é perdoado, mas que não perdoa.
Na Primeira Leitura, somos chamados ao perdão: “Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados?”
Na Segunda Leitura, Paulo nos lembra que, vivos ou mortos, todos nós pertencemos ao Senhor.
Neste domingo, somos chamados a perdoar. Como na oração do Pai Nosso, conseguimos perdoar aqueles que nos ofenderam tanto quanto Deus nos perdoa? Lembrar que seu irmão também pertence a Cristo te ajuda a perdoá-lo?
Leituras
Primeira Leitura (Eclo 27,33-28,9) - Leitura do Livro do Eclesiástico
O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta alheia!
Salmo Responsorial - Sl 102(103),1-4.9-12 (R. 8) - Louvor da bondade divina
O Salmo 102(103) canta a misericórdia de Deus. Celebra um Deus que não guarda rancor eternamente, pelo contrário, afasta de nós nossos pecados. Perdoar pode ser difícil! Que tal cantar buscando inspiração no Senhor que nos perdoa e não guarda rancor?
Refrão (8): O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! R.
Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão. R.
Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. R.
Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. R.
Segunda Leitura (Rm 14,7-9) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 18,21-35)
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!’ Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
Palavras do Papa
Pedro pergunta a Jesus: «quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Sete, na Bíblia, é um número que indica plenitude, e por isso Pedro é muito generoso nas hipóteses da sua pergunta. Mas Jesus vai mais longe e responde-lhe: «Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete» (v. 22). (…) Um rei, depois de ter sido implorado, perdoa a um servo a dívida de 10.000 talentos (…). Era uma dívida impossível de saldar, mesmo trabalhando toda a vida: mas aquele senhor, que recorda o nosso Pai, perdoa-lhe por pura «compaixão» (v. 27). (…) A mensagem de Jesus é clara: Deus perdoa incalculavelmente, ultrapassando todas as medidas (…). Perdoar não é, portanto, uma boa ação que se pode fazer ou deixar de fazer: perdoar é uma condição fundamental para quem é cristão. (…) Deus deu a vida por nós e de modo algum podemos compensar a sua misericórdia (…). Mas (…) perdoando-nos uns aos outros, podemos dar testemunho dele, semeando vida nova à nossa volta. Porque fora do perdão não há esperança, fora do perdão não há paz. O perdão é o oxigênio que purifica o ar poluído pelo ódio, o perdão é o antídoto que cura os venenos do ressentimento, é o caminho para desarmar a raiva e curar tantas doenças do coração que contaminam a sociedade. (…) Sinto a alegria de saber que Ele está sempre pronto a perdoar-me quando peco, até quando os outros não o fazem, ou até quando nem eu próprio me consigo perdoar? (…) sei perdoar, por minha vez, aqueles que me ofenderam? A este respeito, gostaria de vos propor um pequeno exercício: procuremos, agora, cada um de nós, pensar numa pessoa que nos ofendeu e peçamos ao Senhor a força para a perdoar. E perdoemo-la por amor ao Senhor (…)
(Papa Francisco, Angelus, 17 de setembro de 2023)
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