36ª Semana - 06 de Setembro de 2026 - 23º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (22º Domingo), Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. No 23º Domingo do Tempo Comum, Jesus ensina: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo!”
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus ensina a corrigir os irmãos com caridade.
Na Primeira Leitura, Ezequiel é chamado para corrigir os ímpios em nome de Deus.
Na Segunda Leitura, Paulo explica que ao amar o próximo cumprimos perfeitamente a Lei.
Neste domingo, somos chamados a corrigir com amor e caridade, buscando sempre o bem do irmão. Como você lida com os erros dos outros: com fofoca ou com correção amorosa? Você o corrige para o seu bem ou o dele?
Leituras
Primeira Leitura (Ez 33, 7-9) - Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim diz o Senhor: “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém, tu salvarás tua vida.
Salmo Responsorial - Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8) - Vinde, adoremos o Senhor
O Salmo 94(95) nos convida a adorar o Senhor e a não fechar nossos corações como fizeram os israelitas no deserto. Somos o povo de Deus e devemos ouvir Sua voz hoje. Deus pode falar direto ao nosso coração, ou por sinais… ou até por meio de um irmão. Que tal cantar mostrando que você quer, de todos os modos, abrir o coração para a voz de Deus?
Refrão (8): Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!
Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! R.
Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. R.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. R.
Segunda Leitura (Rm 13,8-10) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, se resumem neste: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 18, 15-20)
Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.
Palavras do Papa
Hoje o Evangelho fala-nos da correção fraterna (cf. Mt 18, 15-20), que é uma das expressões mais elevadas do amor, mas também uma das mais difíceis (…). Infelizmente, porém, a primeira coisa que muitas vezes se cria à volta de quem erra é a fofoca. (…) traz divisão (…) e nunca ajuda a melhorar (…). São Bernardo, dizia que a curiosidade estéril e as palavras superficiais são os primeiros degraus da escada da soberba (…) (cf. Os graus da humildade e da soberba). Jesus, porém, ensina-nos a comportarmo-nos de forma diferente. (…). Fala com ele «cara a cara», fala com lealdade, para o ajudar a compreender onde erra. E fá-lo para o seu próprio bem (…) com mansidão e gentileza. Mas, podemos perguntar-nos, e se isso não for suficiente? (…). Então, há que procurar ajuda. Mas atenção: não é a do pequeno grupo que tagarela! (…) pessoas que queiram realmente ajudar aquele irmão ou aquela irmã que errou. E se ele continuar a não compreender? Então, diz Jesus, envolve a comunidade. Mas, mais uma vez, sejamos claros: não se trata de (…) a envergonhar publicamente (…). Apontar o dedo contra não é bom, na verdade, muitas vezes torna mais difícil para quem errou reconhecer o seu erro. Pelo contrário, a comunidade deve fazer-lhe sentir que, ao mesmo tempo que condena o erro, está (…) sempre pronta a oferecer-lhe (…) um novo começo. Então perguntamo-nos: como me comporto com quem erra contra mim? (…) sou corajoso, corajosa, e procuro falar com ele ou com ela? (…) E tu, o que fazes: apontas o dedo ou abres os braços?
(Papa Francisco, Angelus, 10 de setembro de 2023)
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