35ª Semana - 30 de Agosto de 2026 - 22º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária | Missário
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35ª Semana - 30 de Agosto de 2026 - 22º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária

Na semana passada (21º Domingo), Jesus disse a Simão: “tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. No 22º Domingo, continuando a semana passada, Jesus diz: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus prediz sua morte e ressurreição, e chama os discípulos a seguirem o caminho da cruz. Na primeira leitura, Jeremias convive com luta interior para não desistir de pregar a Palavra de Deus, por causa das perseguições.

Na Segunda Leitura, Paulo exorta os cristãos a oferecerem suas vidas como sacrifício vivo e a se transformarem segundo a vontade de Deus.

Neste domingo, somos convidados a abraçar o caminho que conduz à verdadeira vida, mas que exige sacrifícios. Em que situação da sua vida hoje precisa ter coragem de abraçar a sua cruz?

Leituras

Primeira Leitura (Jr 20,7-9) - Leitura do Livro do Profeta Jeremias

Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; foste mais forte, tiveste mais poder. Tornei-me alvo de irrisão o dia inteiro, todos zombam de mim. Todas as vezes que falo, levanto a voz, clamando contra a maldade e invocando calamidades; a palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha e de chacota o dia inteiro. Disse comigo: “Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em nome dele”. Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo: desfaleci, sem forças para suportar.

Salmo Responsorial - Sl 62(63),2-6.8-9 (R. 2b) - Desde a aurora te busco, Meu Deus

O Salmo 62(63) expressa uma sede profunda por Deus, comparando a alma sedenta à terra seca, ansiando pela presença divina como quem busca água no deserto. Faz parte do caminho cristão passar por alguns desertos, mas Deus sempre nos sacia. Que tal cantar com plena confiança de que Deus vai saciar a sua alma?

Refrão (2b): A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, † minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! R.

Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. R.

Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, * ao cantar para vós meu louvor! R.

Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. R.

Segunda Leitura (Rm 12,1-2) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa

Evangelho (Mt 16,21-27)

Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.

Palavras do Papa

O trecho do Evangelho de hoje está ligado ao do domingo passado (cf. Mt 16,13-20). Depois de Pedro, em nome também dos outros discípulos, ter professado a fé em Jesus como Messias e Filho de Deus, o próprio Jesus começa a falar-lhes da sua paixão. A caminho de Jerusalém, ele explica abertamente aos seus amigos o que o espera no final na cidade santa: prediz o seu mistério de morte e ressurreição, de humilhação e glória(…). Mas as suas palavras não são compreendidas, porque os discípulos têm uma fé ainda imatura e demasiado ligada à mentalidade deste mundo (cf. Rm 12, 2). Pensam numa vitória demasiado terrena, e por esta razão não compreendem a linguagem da Cruz. Perante a perspectiva de que Jesus possa falhar e morrer na cruz, o próprio Pedro rebela-se e diz-lhe: «Deus te livre de tal, Senhor; isso não há de acontecer!» (v. 22). Ele acredita em Jesus - Pedro é assim -, ele tem fé, acredita em Jesus, acredita; quer segui-lo, mas não aceita que a sua glória passe pela Paixão. Para Pedro e para os outros discípulos - mas também para nós! - a cruz é uma coisa desconfortável, a cruz é um “escândalo”, enquanto Jesus considera um “escândalo” fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para a nossa salvação. É por isso que Jesus responde a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!» (v. 23). Dez minutos antes, Jesus louvou Pedro, prometeu-lhe que ele seria a base da sua Igreja, o fundamento; dez minutos depois disse-lhe: “Satanás”. Como é que isto pode ser compreendido? Acontece a todos nós! Em momentos de devoção, de fervor, de boa vontade, de proximidade ao nosso semelhante, olhamos para Jesus e vamos em frente; mas nos momentos em que ele vai ao encontro da cruz, fugimos. O diabo, Satanás - como diz Jesus a Pedro - tenta-nos. É típico do espírito mau, é característico do diabo afastar-nos da cruz, da cruz de Jesus. Dirigindo-se a todos, Jesus acrescenta: «Se alguém quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (v. 24). Desta forma Ele mostra o caminho do verdadeiro discípulo, realçando duas atitudes. A primeira é «renegar-se a si próprio», o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de mentalidade e de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz. Não se trata apenas de suportar pacientemente tribulações diárias, mas de suportar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço, aquela parte do sofrimento que a luta contra o mal implica. A vida dos cristãos é sempre uma luta. A Bíblia diz que a vida do crente é uma milícia: lutar contra o espírito maligno, lutar contra o Mal. Assim, o compromisso de “tomar a cruz” torna-se participação com Cristo na salvação do mundo. Pensando nisto, façamos com que a cruz pendurada na parede de casa, ou a pequena que usamos ao peito, seja sinal do nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço aos nossos irmãos com amor, especialmente aos mais pequeninos e mais frágeis. A cruz é um sinal santo do Amor de Deus, é um sinal do Sacrifício de Jesus, e não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou a uma joia ornamental. (…) E não nos deixemos levar para o outro lado, para a tentação do Maligno. Consequentemente, se quisermos ser Seus discípulos, somos chamados a imitá-lo, dedicando sem reservas a nossa vida por amor a Deus e ao próximo. Que a Virgem Maria, unida ao seu Filho até ao Calvário, nos ajude a não retroceder perante as provações e sofrimentos que o testemunho do Evangelho implica para todos nós.

(Papa Francisco, Angelus, 30 de agosto de 2020)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.