32ª Semana - 09 de Agosto de 2026 - 19º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (18º Domingo do Tempo Comum), Jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães e peixes. No 19º Domingo do Tempo Comum, Jesus caminha sobre as águas e salva Pedro: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus caminha sobre as águas de encontro aos apóstolos, acalmando a ventania.
Na Primeira Leitura, Elias espera o Senhor, mas não O encontra na ventania ou no fogo, e sim na brisa suave. Continuando a carta da semana passada, na Segunda Leitura, Paulo se entristece porque os israelitas, os que mais deveriam acolher Cristo, O rejeitaram.
Neste domingo, buscamos Jesus nas tempestades da vida? Confiamos que Ele vem ao nosso encontro? Nos momentos difíceis, a sua certeza em Jesus gera coragem no seu coração?
Leituras
Primeira Leitura (1Rs 19,9a.11-13a) - (gr. 17-18.20.28-29) - Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, o profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: “Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo, ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta.
Salmo Responsorial - Sl 84(85),9ab.10-14 (R. 8) - Deus reverte a sorte de seu povo
O Salmo 84(85) agradece pela libertação do exílio, e pede salvação para os que temem o Senhor. Mesmo no meio das tempestades, Ele prepara um caminho de vida e paz. E você? Mesmo nas provações, acredita que o Senhor trará salvação? Que tal cantar mostrando que confia nessa promessa?
Refrão (8): Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. R.
A verdade e o amor se encontrarão,* a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade,* e a justiça olhará dos altos céus. R.
O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. R.
Segunda Leitura (Rm 9,1-5) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Não estou mentindo, mas, em Cristo, digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência. Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça. Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém! Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 14, 22-23)
Depois da multiplicação dos pães, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Palavras do Papa
O Evangelho de hoje narra um prodígio particular de Jesus: Ele, à noite, caminha sobre as águas (…). Perguntamo-nos: por que fez isto Jesus? Para dar espetáculo? (…) para ir em socorro dos seus (…)? Não, porque foi Ele que programou tudo, que os fez partir ao fim da tarde (…). Talvez para lhes dar uma demonstração de grandeza e de poder? Mas isto não é próprio d’Ele. (…) Naquele tempo, de fato, as grandes extensões de água eram consideradas como a sede de forças malignas que não podiam ser dominadas pelo homem (…). Os discípulos encontram-se no meio do lago, na escuridão: neles há o medo de afundar, de ser absorvidos pelo mal. E eis que surge Jesus (…). Ele, caminhando sobre as águas, quer dizer-nos: “Não tenhais medo, eu ponho os vossos inimigos debaixo dos pés”. (…) Então, o que fazer quando nos encontramos em alto mar e à mercê de ventos contrários? (…) quando só vemos escuridão e nos sentimos perdidos? Devemos fazer duas coisas (…). Os discípulos invocam Jesus: Pedro caminha um pouco sobre as águas em direção de Jesus, mas depois tem medo, afunda e grita: «Senhor, salva-me!» (v. 30). Invoca Jesus, chama por Jesus. Esta oração é bonita, exprime a certeza de (…) que Ele vence o nosso mal e os nossos medos. (…) E depois os discípulos acolhem. (…) logo que Ele entra a bordo, «o vento cessou» (v. 32). O Senhor sabe que a barca da vida (…) está ameaçada por ventos contrários (…). Ele não nos livra do cansaço da navegação, pelo contrário (…) exorta os seus a partir: isto é, convida-nos a enfrentar as dificuldades, para que também elas se tornem lugares de salvação, porque Jesus as vence, tornam-se oportunidades de encontro com Ele. (…) Perguntemo-nos então: nos medos, nas dificuldades, como me comporto? Vou em frente sozinho, com as minhas forças, ou invoco o Senhor com confiança? (…)
(Papa Francisco, Angelus, 13 de agosto de 2023)
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