31ª Semana - 02 de Agosto de 2026 - 18º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada, Jesus disse: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo”. No 18º Domingo do Tempo Comum, Jesus realiza o milagre da multiplicação dos pães e peixes.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus multiplica cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil pessoas.
Na Primeira Leitura, Isaías convida a buscar Deus, que sacia nossa sede e fome sem cobrar nada.
Na Segunda Leitura, Paulo afirma que nada nos separará do amor de Cristo.
Neste domingo, somos convidados a refletir sobre a compaixão de Jesus que alimenta tanto o corpo quanto o espírito. Você confia que Deus pode multiplicar o pouco que você oferece? Quando vê o sacerdote partir a hóstia, percebe que ali Jesus continua a “multiplicar” seu amor para alimentar a todos nós?
Leituras
Primeira Leitura (Is 55,1-3) - Leitura do Livro do Profeta Isaías
Assim diz o Senhor: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi”.
Salmo Responsorial - Sl 144(145),8-9.15-18 (R. cf. 16) - O Senhor é bom para com todos
O Salmo 144(145) exalta a misericórdia e a compaixão do Senhor, que sacia todos os seres vivos com amor. Você sente fome do Pão Vivo que vamos receber? Que tal cantar sentindo o milagre de Deus que nos sacia todos os dias?
Refrão (cf. 16): Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.
Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. R.
Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura. R.
É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. R.
Segunda Leitura (Rm 8,35.37-39) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer, será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor. Cansado de usar o celular na Missa e se distrair com notificações?👉 Clique aqui para garantir o seu Missário 2026 e receber em casa
Evangelho (Mt 14, 13-21)
Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Jesus disse: “Trazei-os aqui”. Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Palavras do Papa
O Evangelho deste Domingo apresenta-nos o prodígio da multiplicação dos pães. A cena verifica-se num lugar deserto, (…) as pessoas vão procurar-no para o ouvir e ser curadas: de fato as suas palavras e gestos curam e dão esperança. Ao pôr do sol, as multidões ainda lá estão, e os discípulos, homens práticos, convidam Jesus a despedi-las para que possam ir buscar comida. Mas Ele responde: «Dai-lhes vós de comer» (v. 16). (…) Duas atitudes contrárias. E Jesus quer levá-los à segunda atitude, porque a primeira proposta é a proposta de um homem prático, mas não é generosa: “despedi-os, deixai que vão, que se arranjem”. (…). Jesus, através desta situação, quer educar os seus amigos de ontem e de hoje na lógica de Deus. (…). A lógica de cuidar do próximo. (…). “Que se arranjem” não faz parte do vocabulário cristão. (…) Jesus(…) começa a partir e dá as porções aos discípulos para distribuir. E esses pães e peixes não se esgotam, são suficientes para satisfazer milhares de pessoas. Com este gesto Jesus manifesta o seu poder, não de uma forma espetacular, mas como um sinal da caridade (…). Está imerso na vida do seu povo, compreende o seu cansaço (…): alimenta com a sua Palavra e dá comida abundante para o sustento. Nesta narração evangélica percebe-se também a referência à Eucaristia, especialmente quando descreve a bênção, o partir do pão, a entrega aos discípulos, a distribuição ao povo (v. 19). E deve notar-se quão estreita é a ligação entre o pão eucarístico, alimento para a vida eterna, e o pão quotidiano, necessário para a vida terrena. Antes de se oferecer ao Pai como Pão de salvação, Jesus ocupa-se da comida para aqueles que O seguem e que, para estar com Ele, se esqueceram de tomar providências. (…) A compaixão, a ternura que Jesus mostrou para com as multidões não é sentimentalismo, mas a manifestação concreta do amor que cuida das necessidades das pessoas. E somos chamados a aproximar-nos da mesa eucarística com estas mesmas atitudes de Jesus: [antes de tudo] compaixão pelas necessidades dos outros. Esta palavra é repetida no Evangelho (…). “Compadeceu-se delas”. A compaixão não é um sentimento puramente material; a verdadeira compaixão é sofrer com, assumir as dores dos outros. (…) Quando leio as notícias sobre guerras, fome, pandemias, tantas coisas, será que sinto compaixão por essas pessoas? (…) Não esquecer esta palavra “compaixão”, que é confiança no amor providente do Pai e significa partilha corajosa. (…)
(Papa Francisco, Angelus, 2 de agosto de 2020)
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