29ª Semana - 19 de Julho de 2026 - 16º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária | Missário
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29ª Semana - 19 de Julho de 2026 - 16º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária

Na semana passada (15º Domingo), Jesus contou a parábola do semeador que semeia em diferentes terrenos. No 16º Domingo, continuando o evangelho da semana passada, Jesus conta a parábola do joio e trigo.

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus ensina que o bem (trigo) e o mal (joio) crescem juntos até o julgamento final.

Na Primeira Leitura, a Sabedoria mostra que Deus governa com poder, mas julga com clemência e paciência.

Na Segunda Leitura, Paulo nos lembra que o Espírito intercede por nós em nossa fraqueza.

Neste domingo, somos convidados a ter sabedoria com o crescimento do bem em meio ao mal. Como cultivo o bem no meu coração? Tenho julgado os outros antes da hora? Peço ao Espírito que me ajude a reconhecer o trigo e o joio dentro de mim?

Leituras

Primeira Leitura (Sb 12,13.16-19) - Leitura do Livro da Sabedoria

Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento. No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração: pois quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder. Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

Salmo Responsorial - Sl 85(86),5-6.9-10.15-16a (R. 5a) - Oração de Confiança

O Salmo 85(86) é uma súplica no meio das angústias e um louvor ao Deus que é paciente e sempre pronto a perdoar. Ele escuta os nossos lamentos e realiza maravilhas, pois já fez e ainda fará na sua vida. Que tal cantar sentindo a clemência de Deus, que é paciente com nossos erros no caminho do crescimento?

Refrão (5a): Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

Ó Senhor, vós sois bom e clemente,* sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece,* o lamento da minha oração! R.

As nações que criastes virão* adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas:* vós somente sois Deus e Senhor! R.

Vós, porém, sois clemente e fiel,* sois amor, paciência e perdão. Tende pena e olhai para mim!* Confirmai com vigor vosso servo. R.

Segunda Leitura (Rm 8,26-27) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

Evangelho (Mt 13,24-43)

Naquele tempo: Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ O dono respondeu: ‘Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’” Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

Palavras do Papa

O Evangelho de hoje oferece-nos a parábola do trigo e do joio. Um agricultor, que lançou uma boa semente no seu campo, descobre que um inimigo, de noite, semeou o joio, uma planta muito parecida com o trigo, mas é uma erva daninha. Desta forma, Jesus fala do nosso mundo que, na realidade, é como um grande campo, onde Deus semeia o trigo e o maligno o joio, e assim o bem e o mal crescem juntos. (…). E quando, ao lado do trigo bom, vemos as ervas daninhas, temos vontade de as arrancar imediatamente, para fazer “limpeza”. Mas hoje o Senhor adverte-nos que fazer isto é uma tentação: não se pode criar um mundo perfeito, nem fazer o bem destruindo apressadamente o que não é bom (…). No entanto, há um segundo campo onde podemos fazer limpeza: o campo do nosso coração (…). Também ali há trigo e joio, aliás, é a partir dali que ambos se espalham no grande campo do mundo. (…) é preciso, por um lado, cuidar constantemente dos delicados rebentos do bem e, por outro, identificar e arrancar as ervas daninhas no momento certo. (…). Há um bom método para o fazer: chama-se exame de consciência (…). Precisamente para ver, à luz de Deus, onde está o joio e onde está a boa semente. Depois do campo do mundo e do campo do coração, há um terceiro campo. Podemos chamar-lhe o campo do próximo. São as pessoas com quem nos relacionamos todos os dias e que muitas vezes julgamos. Como é fácil para nós reconhecer o joio delas, como gostamos de “esfolar” os outros! E pelo contrário, como é difícil ver o bom trigo que cresce! Contudo(…), é importante procurar (…) a obra de Deus: aprender a ver nos outros, no mundo e em nós mesmos a beleza daquilo que o Senhor semeou (…). Não se trata de um olhar ingênuo (…), porque Deus, o agricultor do grande campo do mundo, gosta de ver o bem e de o deixar crescer até ao ponto de fazer da colheita uma festa! (…) Sei vencer a tentação de (…) limpar o campo dos outros com os meus juízos? (…) sou honesto em procurar a erva daninha que há em mim? (…) tenho a sabedoria de ver o que é bom? (…)

(Papa Francisco, Angelus, 23 de julho de 2023)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.