27ª Semana - 05 de Julho de 2026 - 14º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (Santos Pedro e Paulo Apóstolos), Jesus diz: “tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. No 14º Domingo, Jesus diz: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus convida: ”Tomai sobre vós o meu jugo, porque sou manso e humilde de coração”.
Na Primeira Leitura, Zacarias anuncia a vinda do rei humilde montado em um jumento.
Na Segunda Leitura, Paulo ensina sobre viver segundo o Espírito e não segundo a carne.
Neste domingo, somos convidados a nos fazermos pequenos diante de Deus e reconhecer as suas maravilhas. Que maravilhas Deus fez por você nesta semana? Será que você reconheceu todas elas?
Leituras
Primeira Leitura (Zc 9,9-10) - Leitura da Profecia de Zacarias
Assim diz o Senhor: “Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta. Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra”.
Salmo Responsorial - Sl 144(145),1-2.8-9.10-11.13cd-14 (R. 1b) - O Senhor é bom para com todos
O Salmo 144 exalta a misericórdia e a compaixão do Senhor, que levanta quem caiu e sustenta os que vacilam. Você percebe essa ternura de Deus no seu dia a dia? Que tal cantar louvando esse Deus que te sustenta e te abraça como um pai acolhe seu filho pequeno?
Refrão (1b): Bendirei, eternamente, vosso nome, ó Senhor!
Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei,* e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos,* hei de louvar o vosso nome para sempre. R.
Misericórdia e piedade é o Senhor,* ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos,* sua ternura abraça toda criatura. R.
Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,* e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino* e saibam proclamar vosso poder! R.
O Senhor é amor fiel em sua palavra,* é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila* e levanta todo aquele que tombou. R.
Segunda Leitura (Rm 8,9.11-13) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.
Evangelho (Mt 11,25-30)
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Palavras do Papa
«Dou-te graças, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11, 25). Mas do que está a falar Jesus? (…) Pouco antes, o Senhor recordou algumas das suas obras: «Os cegos recuperam a vista […] os leprosos são purificados, […] aos pobres é anunciado o Evangelho» (Mt 11, 5), e revelou o seu significado, dizendo que são sinais da ação de Deus no mundo. Portanto, a mensagem é clara: Deus revela-se libertando e curando o homem (…). Mas esta grandeza no amor não é compreendida por aqueles que se presumem grandes (…). Estes presunçosos não conseguem aceitar Deus como Pai, (…) convictos de que não precisam de ninguém. A este propósito, Jesus cita os habitantes de três cidades ricas (…) onde fez muitas curas, mas cujos habitantes permaneceram indiferentes à sua pregação (…). Não souberam acolher as grandes coisas de Deus. Os pequeninos, pelo contrário, sabem acolhê-las e Jesus louva o Pai por eles: “bendigo-te” - diz - porque revelaste o Reino dos Céus aos pequeninos (…). Os pequeninos são aqueles que, como as crianças, se sentem necessitados e não autossuficientes, estão abertos a Deus e ficam maravilhados com as suas obras. Sabem ler os seus sinais. (…) A nossa vida, se pensarmos bem, está cheia de milagres: está cheia de gestos de amor, de sinais da bondade de Deus. Perante eles, contudo, também o nosso coração pode ficar indiferente e tornar-se habitudinário, curioso mas incapaz de se deixar “impressionar”. (…). Esta é a atitude correta perante as obras de Deus: fotografar as suas obras na mente, para que fiquem impressas no coração, e depois revelá-las na vida, através de muitos gestos de bem (…). Deixo-me maravilhar como uma criança pelo bem que muda silenciosamente o mundo, ou perdi a capacidade de me admirar?
(Papa Francisco, Angelus, 9 de julho de 2023)
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