25ª Semana - 21 de Junho de 2026 - 12º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
Na semana passada (11º Domingo do Tempo Comum), Jesus enviou os doze apóstolos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”. No 12º Domingo do Tempo Comum, Jesus diz: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma”.
O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus encoraja os discípulos a não temer as perseguições e proclamar corajosamente o Evangelho.
Na Primeira Leitura, Jeremias enfrenta perseguições, mas confia na proteção divina contra seus inimigos.
Na Segunda Leitura, destaca a importância de Jesus como o único capaz de salvar a humanidade do pecado e da morte.
Neste domingo, somos chamados a vencer o medo e testemunhar nossa fé com coragem, confiando no cuidado de Deus. E você, tem mais medo do julgamento das pessoas ou de não agradar ao Senhor?
Leituras
Primeira Leitura (Jr 20,10-13) - Leitura do Livro do Profeta Jeremias
Jeremias disse: “Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: ‘Denunciai-o, denunciemo-lo’. Todos os amigos observavam minhas falhas: ‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele’. Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus”.
Salmo Responsorial - Sl 68(69),8-10.14.17.33-35 (R.14c) - Deus escuta os pobres
O Salmo 68(69) expressa a dor de quem sofre por ser fiel a Deus, mas também mostra a esperança de quem confia na Sua salvação. E você, onde você sofre por ser um bom cristão? Que tal cantar pedindo fortaleza para Deus?
Refrão (14c): Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
Por vossa causa é que sofri tantos insultos,* e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos,* como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa* me devoram como fogo abrasador. R.
Por isso elevo para vós minha oração,* neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor,* pela vossa salvação que nunca falha! Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça,* ponde os olhos sobre mim com grande amor! R.
Humildes, vede isto e alegrai-vos: † o vosso coração reviverá,* se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres,* e não despreza o clamor de seus cativos. Que céus e terra glorifiquem o Senhor* com o mar e todo ser que neles vive! R.
Segunda Leitura (Rm 5,12-15) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir. Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.
Evangelho (Mt 10,26-33)
Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
Palavras do Papa
No Evangelho deste domingo encontramos dois convites de Jesus: por um lado “não temais os homens” e por outro “temei” a Deus (cf. Mt 10, 26.28). Assim somos estimulados a refletir sobre a diferença que existe entre os medos humanos e o temor a Deus. O medo é uma dimensão natural da vida. Desde pequenos experimentamos formas de medo que se revelam depois imaginárias (…), outras (…) que têm fundamentos concretos na realidade (…). Mas há depois, sobretudo hoje, uma forma de medo mais profundo, de tipo existencial, que por vezes termina em angústia: ele nasce de um sentido de vazio (…). Face ao amplo e diversificado panorama dos medos humanos, a Palavra de Deus é clara: quem “teme” a Deus “não tem medo”. O temor de Deus, que as Escrituras definem como “o princípio da verdadeira sabedoria”, coincide com a fé n’Ele, com o sagrado respeito pela sua autoridade sobre a vida do mundo. Não “ter medo de Deus” equivale a colocar-se no seu lugar, a sentir-se dono do bem e do mal, da vida e da morte. Ao contrário, quem teme a Deus sente em si a segurança que tem uma criança nos braços de sua mãe (cf. Sl 130, 2). (…). Quanto mais crescemos nesta intimidade com Deus, impregnada de amor, mais facilmente vencemos qualquer forma de medo. (…) Tranquiliza-nos como fez com os Apóstolos, como fez com São Paulo mostrando-lhe em visão uma noite, num momento particularmente difícil da sua pregação: “Nada temas – disse-lhes – que Eu estou contigo” (At 18, 9) (…). Possa este grande acontecimento espiritual e pastoral suscitar também em nós uma renovada confiança em Jesus Cristo que nos chama a anunciar e a testemunhar o seu Evangelho, sem nada temer. (…)
(Papa Bento XVI, Angelus, 22 de junho de 2008)
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Conheça o Missário 2026© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.