21ª Semana - 25 de Maio de 2025 - 6° Domingo da Páscoa - Liturgia Diária | Missário
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21ª Semana - 25 de Maio de 2025 - 6° Domingo da Páscoa - Liturgia Diária

Na semana passada (5º Domingo da Páscoa), Jesus disse: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei”. No 6º Domingo da Páscoa, Jesus diz: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”.

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus promete o Espírito Santo aos que guardam sua palavra, assegurando paz e união divinas.

Na Primeira Leitura, os apóstolos, em união e guiados pelo Espírito, resolvem um conflito em Antioquia.

Na Segunda Leitura, a visão de uma nova Jerusalém simboliza a completa união dos fiéis com Deus. Este domingo nos encoraja a viver a paz que Cristo nos oferece, guiados pela Palavra e pelo Espírito Santo. Nós, discípulos de Jesus, aliviamos as tensões, extinguimos os conflitos?

Leituras

Primeira Leitura (At 15,1-2.22-29) - Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias: Chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”. Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos. Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

Salmo Responsorial - Sl 66(67), 2-3.5.6.8 (R. 4) - Que Todos os Povos Louvem a Deus

O Salmo 66(67) invoca a bênção de Deus sobre a terra, desejando que todos reconheçam sua justiça e salvação.

Refrão (4): Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. R.

Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações. R.

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra! R.

Segunda Leitura (Ap 21,10-14.22-23) - Leitura do Livro do Apocalipse

Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Não vi Templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa de sol, nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro.

Evangelho (Jo 14,23-29)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.

Palavras do Papa

No Evangelho da Liturgia de hoje, despedindo-se dos seus discípulos na Última Ceia, Jesus diz, quase como uma espécie de testamento: «Deixo-vos a paz». E imediatamente acrescenta: «Dou-vos a minha paz» (Jo 14,27). (…) Antes de tudo, deixo-vos a paz. Jesus despede-se com palavras que exprimem afeto e serenidade, mas fá-lo num momento em que nada é sereno. (…) Em vez de mostrar agitação, permanece gentil até ao fim. (…) As últimas horas de Jesus são na realidade como a essência de toda a sua vida. (…) Não podemos dar a paz se não estivermos em paz. (…) Deixo-vos a paz: Jesus mostra que a mansidão é possível. (…) Ele quer que sejamos mansos, abertos, dispostos a ouvir, capazes de desativar as controvérsias e de tecer concórdia. (…) Perguntemo-nos se, nos lugares onde vivemos, nós, discípulos de Jesus, nos comportamos assim: aliviamos as tensões, extinguimos os conflitos? (…) Claro que esta mansidão não é fácil: (…) dou-vos a minha paz. Jesus sabe que sozinhos não somos capazes de preservar a paz, que precisamos de ajuda, um Domingo. (…) Esta paz é o Espírito Santo, o mesmo Espírito de Jesus. É a presença de Deus em nós, é a “força de paz” de Deus. (…) Prezados irmãos e irmãs, nenhum pecado, nenhum fracasso, nenhum rancor deve desencorajar-nos de pedir insistentemente o dom do Espírito Santo que nos dá a paz. (Regina Caeli, 22 de maio de 2022)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.