13ª Semana - 30 de Março de 2025 - 4º Domingo da Quaresma - Liturgia Diária | Missário
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13ª Semana - 30 de Março de 2025 - 4º Domingo da Quaresma - Liturgia Diária

Na semana passada (3º Domingo da Quaresma), Jesus disse “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. No 4º Domingo da Quaresma, vemos a parábola do filho pródigo: “Este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado”. Observação:

Neste domingo, à escolha, podem ser lidos os textos do ano A (4º domingo da quaresma 2023).

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, o pai perdoa o filho pródigo e celebra seu retorno com uma festa.

Na Primeira Leitura, a celebração da Páscoa marca o fim do maná, e simboliza a nova vida na terra prometida por Deus.

Na Segunda Leitura, Paulo fala da reconciliação com Deus através de Cristo, que nos torna uma nova criação.

Neste domingo, Deus nos ama e perdoa sempre. Como estamos buscando o perdão e a reconciliação nas nossas vidas? Como ajudamos na reconciliação de nossos irmãos?

Leituras

Primeira Leitura (Js 5,9a.10-12) - Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, o Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. No dia seguinte, à Páscoa comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano, comeram dos frutos da terra de Canaã.

Salmo Responsorial - Sl 33(34), 2-3.4-5.6-7 (R. 9a) - Provai e Vede como é Bom o Senhor

O Salmo 33(34) louva a bondade e a proteção de Deus para com aqueles que o buscam.

Refrão (9a): Provai e vede quão suave é o Senhor!

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! R.

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. R.

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

Segunda Leitura (2Cor 5,17-21) - Leitura da Segunda Carta aos Coríntios

Irmãos: Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

Evangelho (Lc 15,1-3.11-32)

Naquele tempo, Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus contou-lhes esta parábola: “Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’”.

Palavras do Papa

O Evangelho da Liturgia deste domingo narra a chamada parábola do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32), destacando a misericórdia infinita de Deus, que sempre perdoa e celebra o retorno dos que se arrependem. (…) Mas na mesma parábola há também o filho mais velho, que entra em crise diante deste Pai. (…) E que nos pode colocar em crise também a nós. (…) O problema do filho mais velho (…) é a rigidez em relação ao próximo, que já não se vê a si próprio como irmão. (…) Vendo isto, o Pai sai para lhe suplicar: «Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu». (…) Procura fazê-lo compreender que para ele cada filho é toda a sua vida. (…) Neste ponto da parábola, o Pai abre o coração ao filho mais velho, manifestando-lhe duas necessidades, que não são ordens, mas necessidades do coração: «Era necessário fazer festa e alegrar-se, pois, este teu irmão estava morto e reviveu». (…) Em primeiro lugar, festejar. (…) Por que devemos agir assim? Porque isto ajudará a superar o medo e o desânimo. (…) Portanto, segundo o Pai, é preciso oferecer-lhe um acolhimento caloroso, que encoraje a continuar. (…) E depois, de acordo com o Pai, é preciso alegrar-se. Quem tem um coração sintonizado com Deus, (…) alegra-se. (…) É assim que o Pai nos recebe, com plenitude, com alegria. Este é o nosso Pai! (Angelus de 27 de março de 2022)

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© Leituras extraídas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.