O que é o Credo (Profissão de Fé) na Missa? | Missário
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O que é o Credo (Profissão de Fé) na Missa?

O Credo na Missa, também chamado de Profissão de Fé ou Símbolo da Fé, é o momento em que toda a assembleia proclama em voz alta aquilo que a Igreja Católica crê. Rezado logo após a homilia aos domingos e nas solenidades, ele é a resposta dos fiéis à Palavra de Deus que acabou de ser anunciada e explicada.

O que significa a palavra “Credo”

A palavra “credo” vem do latim e significa simplesmente “eu creio”. Por isso, o Credo começa nessa primeira pessoa: ao recitá-lo, cada fiel assume pessoalmente a fé recebida no Batismo e a professa junto com toda a Igreja, no céu e na terra.

Não se trata de uma simples lista de doutrinas. É um resumo orgânico das verdades centrais da fé cristã: a fé em Deus Pai, criador; em Jesus Cristo, seu Filho, que se fez homem, morreu e ressuscitou; no Espírito Santo; e na Igreja, no perdão dos pecados e na vida eterna.

Por que rezamos o Credo na Missa

O Credo tem um lugar próprio dentro da Liturgia da Palavra. Depois de ouvir as leituras e a homilia, a assembleia responde dando seu “sim” de fé. É como se a Igreja dissesse: “Cremos em tudo isto que acabamos de ouvir e que recebemos dos Apóstolos.”

Esse gesto também nos une no tempo e no espaço. Quando recitamos o Credo, professamos a mesma fé dos primeiros cristãos e a mesma fé rezada em todas as Missas do mundo.

As partes do Credo

O Credo é estruturado em torno das três Pessoas da Santíssima Trindade:

  • O Pai — Deus criador do céu e da terra.
  • O Filho — Jesus Cristo, gerado e não criado, que se encarnou, padeceu, ressuscitou e há de voltar.
  • O Espírito Santo — Senhor que dá a vida, adorado com o Pai e o Filho.

Ao final, professamos a fé na Igreja una, santa, católica e apostólica, no Batismo, na ressurreição dos mortos e na vida eterna.

Os dois Símbolos permitidos

Na Missa do Rito Romano, conforme a 3ª edição do Missal Romano usada no Brasil, podem ser usados dois textos:

  • O Símbolo Niceno-Constantinopolitano, mais antigo e detalhado, fruto dos primeiros Concílios da Igreja.
  • O Símbolo dos Apóstolos, mais breve, recomendado especialmente nos tempos da Quaresma e da Páscoa, já que é o Credo ligado ao Batismo.

Um gesto de adoração no meio do Credo

Há um momento em que as rubricas pedem uma inclinação da cabeça: quando proclamamos que Jesus Cristo “se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem”. Esse gesto exprime nossa reverência diante do mistério da Encarnação, o centro da nossa fé. Nas solenidades do Natal e da Anunciação, a tradição prevê até uma genuflexão nesse ponto.

Viver o que professamos

Recitar o Credo não é apenas repetir palavras antigas. É renovar, semana após semana, a decisão de viver como cristão e de pertencer à Igreja. Compreender cada artigo ajuda a rezá-lo com mais atenção e fé, e é exatamente esse acompanhamento atento da Missa que o Missário 2026 ajuda a viver na prática, domingo após domingo.

Quem deseja conhecer melhor cada momento da celebração pode aprofundar em A Missa em partes e descobrir como cada gesto e oração tem um sentido rico. O Credo, longe de ser uma fórmula decorada, é o coração da fé que a Igreja entrega a cada um de nós.

FAQ

Perguntas frequentes

Quando se reza o Credo na Missa?

O Credo é rezado após a homilia, aos domingos e nas solenidades. Veja a sequência completa em A Missa em partes.

Qual a diferença entre o Credo Niceno e o dos Apóstolos?

O Credo Niceno-Constantinopolitano é mais longo e detalhado; o Símbolo dos Apóstolos é mais breve. Ambos são permitidos na Missa, especialmente o dos Apóstolos na Quaresma e no Tempo Pascal.

Por que fazemos uma reverência ao falar da Encarnação?

Ao dizermos que Jesus 'se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria', inclinamos a cabeça em sinal de adoração ao mistério de Deus que se fez homem.