23ª Semana - 07 de Junho de 2026 - 10º Domingo do Tempo Comum - Liturgia Diária
- 2 de jun.
- 4 min de leitura
Em Corpus Christi, Jesus se apresentou como pão vivo: "Eu sou o pão vivo descido do céu".
No 10º Domingo do Tempo Comum, Jesus chama Mateus, “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes”.

O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Jesus chama o apóstolo Mateus e revela a misericórdia ao comer com pecadores. Na Primeira Leitura, Deus prefere o amor sincero aos sacrifícios rituais vazios.
Na Segunda Leitura, Abraão é exemplo de fé verdadeira que nos torna justos diante de Deus; o mesmo ocorre conosco pela nossa fé em Cristo.
Neste domingo, refletimos se agimos com amor e fé verdadeira, ou só mantemos as aparências. Como respondemos ao chamado de Jesus? Somos misericordiosos com os que consideram pecadores? Sua presença no rito da Missa é vivida ou apenas assistida?
Leituras
Primeira Leitura (Os 6,3-6) - Leitura da Profecia de Oséias
É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo. Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, como luz, expandem-se meus juízos; quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos".
Salmo Responsorial - Sl 49(50),1.8.12-13.14-15 (R. 23b) - O culto que agrada a Deus
O Salmo 49(50) nos lembra que ritos vazios, sem fé verdadeira, não agradam a Deus. Ele procura corações sinceros, que o louvem com verdade. Refletir sobre a sinceridade da nossa fé pode ser difícil. Que tal cantar contemplando o que Deus nos ensina hoje sobre sinceridade e retidão?
Refrão (23b): A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. “Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos. R.
Não te diria, se com fome eu estivesse, porque é meu o universo e todo ser. Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue de carneiros? R.
Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. Invoca-me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me”. R.
Segunda Leitura (Rm 4, 18-25) - Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Abraão, contra toda a humana esperança, firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: "Assim será a tua posteridade". Não fraquejou na fé, à vista de seu físico desvigorado pela idade - cerca de cem anos - ou considerando o útero de Sara já incapaz de conceber. Diante da promessa divina, não duvidou por falta de fé, mas revigorou-se na fé e deu glória a Deus, convencido de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu. Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. Afirmando que a fé lhe foi creditada como justiça, a Escritura visa não só à pessoa de Abraão, mas também a nós, pois a fé será creditada também para nós que cremos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, nosso Senhor. Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação.

Evangelho (Mt 9, 9-13)
Naquele tempo: Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu a Jesus. Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: "Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?" Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: 'Quero misericórdia e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores".
Palavras do Papa
No centro da liturgia da palavra deste domingo está uma expressão do profeta Oseias que Jesus retoma no Evangelho: "Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais que os holocaustos" (Os 6, 6) (...). O contexto, no qual Jesus a utiliza, é a vocação de Mateus, cuja profissão é "publicano", ou seja, cobrador de impostos da parte das autoridades imperiais romanas: por isso mesmo, ele era considerado pelos judeus um pecador público. Chamando-o (...) Jesus apresentou-se na sua casa com os discípulos e pôs-se à mesa com outros publicanos. Aos fariseus escandalizados responde: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. (...) Porque não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 12-13). O evangelista Mateus, sempre atento ao elo entre o Antigo e o Novo Testamento, a este ponto põe na boca de Jesus a profecia de Oseias: "Ide aprender o que significa: "Prefiro a misericórdia ao sacrifício"".
É tão grande a importância desta expressão do profeta que o Senhor a cita novamente noutro contexto, (...) dirigindo-se aos fariseus (...): "E, se compreendêsseis o que significa: "Prefiro a misericórdia ao sacrifício", não teríeis condenado os que não têm culpa" (Mt 12, 7). Então, neste oráculo de Oseias, Jesus (...) o fez com todo o seu coração e realizou-o com o seu comportamento, mesmo à custa de ferir a susceptibilidade dos chefes do seu povo.
Esta palavra de Deus chegou-nos, através dos Evangelhos, como uma das sínteses de toda a mensagem cristã: a verdadeira religião consiste no amor a Deus e ao próximo. Isto é o que dá valor ao culto e à prática dos preceitos. (...)
Nossa Senhora (...) nos ajude a fazer nossa a oração que Santo Agostinho (...): "Tem piedade de mim, Senhor! Aqui estão, não escondo as minhas feridas: tu és o médico, eu o doente; tu és o misericordioso, eu o miserável... Cada esperança minha se coloca na tua grande misericórdia" (Confissões ,X, 28.29; 39.40).
(Papa Bento XVI, Angelus, 8 de junho de 2008)





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