22ª Semana - 31 de Maio de 2026 - Santíssima Trindade - Liturgia Diária
- 25 de mai.
- 4 min de leitura
Na semana passada (Pentecostes), vimos o derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos.
Na Santíssima Trindade, Deus enviou seu Filho para salvar o mundo: "Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito".

O que vamos aprender nessa semana?
No Evangelho, Deus amou tanto o mundo, que deu a ele o seu Filho unigênito. Na Primeira Leitura, Moisés pede: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco”.
Na Segunda Leitura, Paulo nos diz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós”.
Neste domingo, somos chamados a reconhecer Deus como comunhão de amor - Pai, Filho e Espírito Santo - que nos convida à sua mesa. Como vivemos essa comunhão trinitária em nossas relações? O sinal da cruz é apenas um gesto ou nos inspira?
Leituras
Primeira Leitura (Ex 34, 4b-6.8-9) - Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias: Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele Moisés gritou: "Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel". Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: "Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua".
Salmo Responsorial - Dn 3,52-56 (R. 52b) - Cântico dos Três Jovens
Este é o canto de três jovens salvos da fornalha por um anjo, semelhante a um filho de Deus. É um hino de louvor que reconhece a majestade divina em toda a Criação. O Deus Trino criou o mundo por amor e para vivermos em comunhão com Ele. Que tal cantar com alegria, confiando que Deus está no trono, cuidando da sua vida?
Refrão (R. 52b): A vós louvor, honra e glória eternamente!
Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. R.
Sede bendito, nome santo e glorioso. R.
No templo santo onde refulge a vossa glória. R.
E em vosso trono de poder vitorioso. R.
Sede bendito, que sondais as profundezas. R.
e superior aos querubins vos assentais. R.
Sede bendito no celeste firmamento. R.
Segunda Leitura (2Cor 13, 11-13) - Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

Evangelho (Jo 3, 16-18)
Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
Palavras do Papa
Hoje (...) o Evangelho é tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos. (...) Pai e Filho. É uma imagem familiar que, se pensarmos bem, altera a nossa imaginação sobre Deus. Com efeito, a própria palavra “Deus” sugere-nos uma realidade singular, majestosa e distante, enquanto que ouvir falar de um Pai e de um Filho nos reconduz a casa. Sim, podemos pensar em Deus desta forma, através da imagem de uma família reunida à volta de uma mesa, onde a vida é partilhada. (...) É uma imagem que nos fala de um Deus-comunhão. Pai, Filho e Espírito Santo: comunhão.
Mas não é apenas uma imagem, é realidade! É realidade porque o Espírito Santo, o Espírito que o Pai, através de Jesus, derramou nos nossos corações (cf. Gl 4, 6) (...) faz-nos provar a presença de Deus (...).
O convite que nos dirige, poderíamos dizer, é o de nos sentarmos à mesa com Deus para partilhar o seu amor (...). É o que acontece em cada Missa, no altar da mesa eucarística, onde Jesus se oferece ao Pai e se oferece por nós. Sim, é assim, irmãos e irmãs, o nosso Deus é comunhão de amor: assim Jesus nos revelou. E sabeis como podemos recordar isto?(...) Fazendo o sinal da cruz no nosso corpo, lembramo-nos de quanto Deus nos amou, a ponto de dar a sua vida por nós; e repetimos a nós mesmos que o seu amor nos envolve completamente, do alto para baixo, da esquerda para a direita, como um abraço que nunca nos abandona. E, ao mesmo tempo, comprometemo-nos a dar testemunho de Deus-amor, criando comunhão em seu nome. (...)
Então, hoje podemos perguntar-nos: damos testemunho de Deus-amor? Ou será que o próprio Deus-amor se tornou um conceito, uma coisa já ouvida, que já não desperta nem provoca a vida? Se Deus é amor, as nossas comunidades testemunham-no? Sabem amar? (...) E as nossas famílias, sabemos amar em família? (...) Deus é amor, Deus é Pai, Filho e Espírito Santo e deu a vida por nós, por isso fazemos o sinal da cruz. (Papa Francisco, Angelus, 4 de junho de 2023)





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