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17ª Semana - 26 de Abril de 2026 - 4º Domingo da Páscoa - Liturgia Diária

  • 20 de abr.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 26 de abr.

Na semana passada (3º Domingo da Páscoa), Jesus ressuscitado acompanhou dois discípulos no caminho de Emaús sem ser reconhecido.


No 4º Domingo da Páscoa, o bom pastor Jesus diz: “as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz”.


26 de Abril de 2026 - 4º Domingo da Páscoa - Liturgia Diária

O que vamos aprender nessa semana?


No Evangelho, Jesus chama suas ovelhas e conduz à vida abundante aquelas que escutam sua voz. Na Primeira Leitura, Pedro chama as pessoas à conversão e ao batismo, e cerca de três mil que aceitam são batizadas.

Na Segunda Leitura, Pedro nos lembra que Cristo, nosso Pastor, sofreu por nós (ovelhas desgarradas) e nos trouxe de volta.


Neste domingo, somos convidados a reconhecer Jesus como nosso Pastor e guia, que nos conduz pela porta da salvação. Como escutamos e seguimos a voz do Bom Pastor em nosso dia a dia? Sabemos reconhecer sua voz entre tantas que nos desviam?


Leituras

Primeira Leitura (At 2, 14a.36-41) - Leitura dos Atos dos Apóstolos


No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, no meio dos Onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: "Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes". Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, o que devemos fazer?" Pedro respondeu: "Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si". Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho, e os exortava, dizendo: "Salvai-vos dessa gente corrompida!" Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles.


Salmo responsorial - Sl 22(23),1-6 (R. 1.2c) - O Senhor é meu pastor - confira o exemplo de Lectio Divina com este Salmo aqui


O Salmo 22(23) nos apresenta o Senhor como nosso pastor que protege e conduz à vida plena. Você sente a paz do Senhor mesmo nas provações? Que tal cantar louvando a felicidade que transborda quando Ele guia seus caminhos?


Refrão (1.2c): O Senhor é o pastor que me conduz; * para as águas repousantes me encaminha.


O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, * e restaura as minhas forças. R.

Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; * eles me dão a segurança! R.

Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. R.

 Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. R.


Segunda Leitura (1Pe 2, 20b-25) - Leitura da Primeira Carta de São Pedro


Caríssimos: Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus. De fato, para isto fostes chamados. Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava; antes, colocava a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas.



Evangelho (Jo 10,1-10)


Naquele tempo, disse Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos". Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. Então Jesus continuou: "Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.


Palavras do Papa

Observação nossa: O Missário foi feito para ajudar você a meditar e escutar a Palavra de Deus. Parte disso é aprender a reconhecer a voz de Jesus, o Bom Pastor — e distinguir essa voz das vozes dos “ladrões”. Por exemplo: ao meditar a parábola do joio e do trigo, você pode pensar em tirar da sua vida o “joio” que faz mal. Mas como saber o que é mal? Às vezes, é um amigo que diz coisas difíceis de ouvir. Mas será que essas palavras são para o seu bem ou para te derrubar? O segredo é alinhar seus princípios com os de Deus. O texto abaixo, do Papa Francisco, pode ajudar a dar os primeiros passos nesse discernimento. Ele agora descansa no Senhor, mas continua nos guiando. Papa Francisco Rogai por nós!


O quarto domingo de Páscoa, que hoje celebramos, é dedicado a Jesus, Bom Pastor. O Evangelho diz: «As ovelhas ouvem a sua voz: e chama pelo nome as suas ovelhas» (Jo 10, 3). O Senhor chama-nos pelo nome, chama-nos porque nos ama. Mas, diz novamente o Evangelho, há outras vozes, que não se devem seguir. (...)


Como podemos reconhecer a voz do bom pastor e a do ladrão? (...) A voz de Deus nunca obriga: Deus propõe-se (...). Ao contrário, a voz maligna seduz, agride, força (...) faz-nos acreditar que somos onipotentes, mas depois deixa-nos vazios por dentro e acusa-nos: “Tu não vales nada”. A voz de Deus, pelo contrário, corrige-nos, com muita paciência, mas encoraja-nos sempre, consola-nos: alimenta-nos sempre de esperança. (...)


Outra diferença. A voz do inimigo distrai-nos do presente e quer que nos concentremos nos receios do futuro ou nas tristezas do passado - o inimigo não quer o presente -: faz ressurgir as amarguras, as recordações das injustiças sofridas, daqueles que nos magoaram..., muitas recordações negativas. Mas, a voz de Deus fala ao presente: “Agora podes fazer o bem, (...) , agora podes renunciar aos arrependimentos e remorsos que mantêm o teu coração prisioneiro”. (...)


As duas vozes levantam em nós questões diferentes. A que vem de Deus será: “O que é bom para mim?”. Ao contrário, o tentador insistirá noutra questão: (...) O que me apetece: a voz maligna gira sempre em torno do ego, dos seus impulsos, das suas necessidades (...). É como os caprichos das crianças: tudo e agora. A voz de Deus, pelo contrário, nunca promete alegria a um preço baixo: convida-nos a ir além do nosso ego para encontrar o verdadeiro bem, a paz. (...)


Por fim, a voz de Deus e a do tentador falam em diferentes “ambientes”: o inimigo prefere a escuridão, a falsidade, os mexericos; o Senhor ama a luz do sol, a verdade, a transparência sincera. O inimigo dir-nos-á: “Fecha-te em ti, porque ninguém te entende nem te ouve, não confies!”. Ao contrário, o bem convida-nos a abrir-nos, a ser claros e a confiar em Deus e nos outros. (...)


Prestemos atenção às vozes que chegam aos nossos corações (...). Peçamos a graça de reconhecer e seguir a voz do bom Pastor, que nos faz sair do espaço do egoísmo e nos conduz aos pastos da verdadeira liberdade. (Papa Francisco, Regina Caeli, 3 de maio de 2020)

 
 
 

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Missário 2026

Missário — Viva melhor a Missa

Entre o corre-corre da semana e o silêncio da igreja, às vezes parece haver um abismo. Com o Missário, em um único preparo de 5–10 minutos antes do domingo, você deixa a Palavra de Deus iluminar a rotina e chega à igreja com o coração disposto, a mente em paz e a Palavra já no ouvido.

 

Parte 1 — Entenda (60 páginas)
De modo simples e direto, explicamos o que acontece na celebração do início ao fim: as partes da Missa, o sentido das orações e como os domingos se conectam pelo calendário litúrgico. É para participar com o coração — não só “assistir”.

 

Parte 2 — Prepare o domingo
Para cada domingo e para as missas de preceito (mesmo quando não caem no domingo), você encontra um preparo de 5–10 minutos com:

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  • Reflexões do Papa

  • Espaço para anotações

 

Lembre-se: o caminho espiritual é pessoal — entre você, Deus e a Igreja. Cada passo é seu. Mas, se quiser, o Missário — com suas 435 páginas — está aqui para ser seu guia e companheiro nessa jornada rumo a uma compreensão mais profunda da fé e do amor pela Missa. Junte-se a nós nessa caminhada inspiradora!

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